Segundo Hallman (1964) apud Kneller (1978), uma das mais velhas concepções da criatividade é a sua origem divina. A melhor expressão dessa crença é creditada a Platão:
Essa concepção ainda encontra defesa, por exemplo, em Maritain (1953): o poder criativo depende do “reconhecimento da existência de um inconsciente, ou melhor, preconsciente espiritual, de que davam conta Platão e os sábios, e cujo abandono em favor do inconsciente freudiano apenas é sinal da estupidez de nosso tempo”[2]. [1] Platão apud KNELLER, George Frederick. Arte e ciência da criatividade. 17 ed. São Paulo: Ibrasa, 1978, p. 32. [2] MARITAIN, Jack. Creative intuition in art and poetry. New York: Pantheon Books, 1953, p. 91. |